Arquivo do mês: maio 2009

CSA 144: polarização vertical ou horizontal?

Afirmo, categoricamente, que, em se tratando de concursos de VHF, a polarização vertical (pv) é a mais recomendada. Sei que vão me crucificar, me cortar em 8 pedaços, salgar e pendurar nos postes. Eu viro carne seca, mas continuo afirmando que a pv resulta mais eficiente em concursos de VHF, na faixa de 2m. Baseado em que?

A polarização horizontal (ph) é muito utilizada pelos europeus, excelentes DX’ers. Eles só não utilizam ph nas estações móveis porque fica esquisito. Aqui, em terras tupiniquins, todo mundo tem uma verticalzinha em casa, seja uma simples ground plane, uma 5/8 de onda ou uma 2 X 5/8 de onda e por aí vai. A maior parte vai operar no concurso com a mesma antena que usa cotidianamente, ou seja, com pv. Ninguém vai ficar tentando contato de 2000 ou mais km, porque sabe que isso dificilmente vai acontecer, a não ser por um aborto da propagação. Mesmo assim, se acontecer, quem conseguir o contato com ph, conseguiria também com pv, pois a polaridade do campo eletromagnético certamente sofrerá rotação, ao percorrer toda essa distância.

Estamos, então, falando de contatos a curta e média distância, que representa mais de 80% da pontuação de um competidor. Neste caso, a pv ganha e ganha de montão, pois a maior parte das estações estará usando a mesma polarização. Quer dizer que se a propagação não abrir, prevalecerão os contatos de curta e média distância, e quem estiver usando ph sifu. Se a propagação abrir, quem estiver usando ph, vai fazer contatos a longa distância, mas quem estiver usando pv vai fazê-los também.

ph

Outro argumento utilizado para defender a ph é que o ruídos atmosféricos e elétricos estão polarizados verticalmente. Quem disse? Tudo depende da fonte geradora! Dizem, ainda, que a perda resultante da diferença de polarizações entre antenas é de 20 dB. É verdade! Azar de quem estiver usando ph, pode deixar de marcar pontinhos preciosos, pois a maioria estará usando pv!!!  

Não sou formador de opinião e não vou arrastar multidões comigo. Acho, apenas, que a ph deve ser secundária. Quem só puder utilizar uma das polarizações que opte pela vertical. Dá samba, QSL, maraca?

AVHFC 2009, um sucesso!

Não há dúvida que o Concurso Araucária de VHF confirmou sua posição de destaque no calendário radioamadorístico brasileiro. Nesta última edição de outono/2009, estima-se quase 300 participantes, entre os que enviaram os logs de participação e os check logs. É, inegavelmente, um sucesso, em se tratando de um concurso totalmente democrático, que congrega operadores experientes e inexperientes, com um regulamento bastante flexível, “rápido e rasteiro”.

Destaque especial deve ser dado ao RJ, que cresceu significativamente em número de participantes. Mais especial, ainda, foi a participação de SP, que regiu ao crescimento do RJ. Outros estados também cresceram, mas nenhum tanto quanto o RJ. Tres participações chamaram a atenção, aqui na terra dos “Papa Yankee One”: a operação da PT1R, na expedição à Ilha Rasa e as operações solitárias da PY1MNC e PY1RX.

 mnc-1

Uma vertical 2 X 5/8 de onda, uma yagi 7 elementos, mastros desmontáveis, cabos coaxias, fonte de 50A, FT-221 e IC-2200, um linear de funcionamento duvidoso, extensões para buscar energia elétrica a uma distância de 70m, uma barraca de acampamento e um fusquinha, além de um farnel para prover alimentção por 36 horas.

mnc-2

Tudo isso foi o “setup” do Márcio, que operou a PY1MNC em Itaboraí, proporcionando pontinhos valiosos para todos os participantes e faturando 80 contatos e 6 gridas, numa operação quase solítária, exceto pelos mosquitos grilos que se faziam presentes durante a noite.

mnc-3

Solitária e radical foi a expedição do Pedro – PY1RX, que rumou montanha acima, com rádio, bateria, antena e mochila nas costas, para operar durante poucas horas e marcar uma brilhante participação no concurso.

rx-1

Não desdmontem as antenas, ainda! Vem aí o CSA 144, n0 1º fim de semana de junho e, logo depois, em outubro, o AVHFC/2009 edição de outono.