As águas vão rolar! O que foi feito até agora?

Mudança de QTH

Estou morando em Itatiba/SP, desde 19/07/2010. Não abandonei o blog, mas deixei algumas perguntas sem resposta. Voltarei, aos poucos, a escrever. Até breve!

free counters

CRJVHF, mais um?

Tive que engulir a observação! É isso aí: mais um concurso de VHF, porque não? Porque o Araucária pode fazer, o GBVUDX pode fazer e nós não podemos? Tivemos o bom senso de restringir o concurso à modalidade FM e às estações domiciliadas no RJ. É uma experiência: se der certo, continuamos!

No final de abril a propagação em VHF já costuma estar aberta durante o dia, então achamos que o período é propício para contatos a longa distância. Além do mais, o concurso servirá como um aperitivo para os concursos de VHF já “estabelecidos” por aqui, em terras tupiniquins: o AVHFC, em maio e outubro; e o CSA VHF, no 1º fim de semana de junho.

A restrição aos outros modos que não FM serve para equalizar as chances. FM todos têm! SSB e CW, a minoria. Então, vamos fazer a festa em FM, em fonia, no gogó. Começa no dia 23/04, às 21:00 de Brasília (00:00 UTC de 24/04)) e termina no dia 25/04, às 15:00 de Brasília (18:00 UTC). Tentem, experimentem antenas e observem a ética e técnica operacionais. Esta é a finalidade!

Para quem já leu até aqui e ainda não sabe o que é CRJVHF, clique no banner abaixo, veja o regulamento e participe.

PTT-Rádio, o melhor!

Estou de volta, após um acidente no HD que me deixou QRT por um longo e tenebroso inverno. Um dos melhores sites – senão o melhor - sobre radioamadorismo no Brasil é, sem dúvida, o site do Serginho – PY1IB. Eclético, imparcial, elegante, só visitando para confirmar: http://www.ptt-radio.qsl.br.

Utilidade pública: gripe comum x gripe suína

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Radioamador continua operando, mesmo com gripe suína

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Jacaré, no seco, anda?

  • Estava eu marcando pontinhos no AVHFC 2009, já há algum tempo em 144340, chamando e sendo contestado. Após cada contato feito, sempre apareciam os caronas. Até aí, tudo bem. Mas teve um que se “sentou” na frequência e “decretou-se” síndico. Aí eu perguntei: “jacaré, no seco, anda?”
  • Marcamos um schedule diário em 7077, com o intuito de torná-la uma frequência de hábito para o pessoal do RJ. No 2º dia já apareceram os “donos” da frequência, alegando que alí aconteceria a rodada dos amigos do josé das couves, já falecido há algum tempo. Não hesitei e perguntei: “jacaré, no seco, anda?”
  • O colega que havia reportado 59+ com áudio super impecável, mudou para 47, instantes depois, quando soube que eu estava usando um transverter e um Cobra 148, em 40m. Quando o câmbio foi a mim passado, retornei com “jacaré, no seco, anda?”
  • Não adianta responder “no meu anda, no seu atola!”, porque minha tréplica será “e no seu faz campo para jogar bola!!!

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Caviar com champagne ou sardinha com cerveja?

Os radioamadores envolvidos nesta história (fictícia?) já se “conheciam” pelas faixas de HF da vida. Apesar das diferença$, o relacionamento no rádio era amistoso. A estação do primo rico, montada em um shack com ar condicionado, era constituída por transceptores topline de marcas reconhecidas e lineares de alguns kW, cabos coaxiais de baixa perda e alta capacidade de potência, cargas não irradiantes pesadíssimas, refrigeradas a óleo, antenas yagi monobandas full size para todas as faixas de HF, enfim, tudo de 1ª linha e qualidade. Já o primo pobre tinha uma estação modesta, composta por um FT-101E com as 6JS6 moribundas e uma antena bigode de gato multibanda, alimentada com um cabo coaxial já meio ressecado, cuja marca prefiro nem declinar.

Estavam os dois, na faixa de 40m, em um típico QSO de domingo às 17:30 PT2, já na fase de mandar as recomendações para D. Mariquinha (a xtal) e toda a tripulação do QTH, quando ouviram uma solicitação com sinal forte de uma estação da América Central, que dizia ouvir ambos com 57, exatamente. O primo pobre, todo feliz, pois, para ele, não eram frequentes esses contatos, solicitou confirmação da reportagem recebida, dizendo-se satisfeito com o rendimento de sua estação e atribuindo um RS de 59 para o hermano hondurenho. Foi confirmado o 57 para o primo pobre e 57 para o primo rico, para quem foi transferido o câmbio. Este, percebendo que havia se confundido com as muitas chaves comutadoras de antena existentes em seu shack, falou: “ooooops, eu estava com a chave virada para a carga não irradiante, desculpem a munhecada, agora estou transmitindo na yagi monobanda de 4 elementos, veja qual é o meu sinal…”.

Caros colegas, eu não sou hipócrita a ponto de dizer que prefiro um “yaesuzinho” velho a um FT-2000, mas dispenso o caviar, o champane (não gosto!) e a carga não irradiante do primo rico. Tá bichada, QSL, maraca? Se eu ganhar alguns milhões na Mega Sena, compro um FT-2000DX e a comemoração será feita com scotch 30 years old e castanha de cajú graúda, autenticamente brasileira. Por enquanto, vou ficando com o meu FT-897 tipo all-in-one, meia boca!

ft897

A 1ª antena a gente nunca esquece!

O vírus do rádio já se manifestava em mim desde 1958, quando eu ficava imaginando como a voz do locutor do jogo da Copa do Mundo chegava “dentro do aparelho”. Comecei a fuçar e não parei mais. Depois que fiz um cursinho de montagem e reparação de “rabo-quente”, oferecido pelo MEC, em 1966, fiquei mais curioso e me aprofundei nas ondas curtas. Os instrutores do curso eram radioamadores e não tiveram pena do jovem de 15 anos que começava a se apaixonar pela ondas decamétricas. Montei meu receptorzinho com 5 faixas de onda, com band-spread e BFO, para ouvir também SSB e CW. Fiquei feliz com o desempenho do aparelinho e o utilizava sempre que tinha uma folga nos estudos e na banda de rock.

Levei o receptor na minha bagagem, quando me casei e fui morar em um sobradinho, em Niterói. Foi em 1973. Eu ainda não havia montado transmissores de RF, talvez por medo de que não funcionassem corretamente e interferissem em outros serviços. Comprei, então, um transceptor usado, marca Johnson, para a faixa de 11m, com 4 canais controlados a cristal na transmissão e recepção com VFO. Aí apareceu a necessidade da antena. Escolhi um dipolo de meia de onda, por ser de fácil execução.

Era domingo, comércio fechado. Eu tinha alguns metros cabo coaxial de 75 Ω e um conector PL-259, que vieram com o rádio. Uns pedaços de fio 14 AWG resolveriam o problema, mas eu não tinha onde amarrá-los, pois morava em um sobrado e não tinha acesso ao telhado. Olhei para os trilhos que estavam aguardando, em um canto da sala, a cortina que a xtal ainda não havia concluído. Se tivesse pensado 2 vezes, não os teria cortado com 2,62 m e fixado, com pregos, em uma vassoura de piaçava. Ficou algo parecido com um V-invertido bem obtuso, mas funcionou! Empurrei aquilo tudo para fora, com muita dificuldade, através da janela, emendei o cabo da vassoura com o de outra e pronto. Meu 1º QSO foi com a Sara, PX1-o770, que me desejou boas vindas e me batizou, mesmo clandeco. O 2º contato já foi com uma estação da 7ª região, João Pessoa – PB, que me aconselhou muito a legalizar a estação, mas só declinou seu indicativo de radiomador. Eu heim, Rosa! Foram uns 15 ou 20 contatos nesse dia, não lembro bem, pois não anotei.

Quando as cortinas ficaram prontas, eu já era um macanudo dos 11 m e até “já tinham atribuído um indicativo” à minha estação, cujo detentor era homônimo e havia passado para o andar de cima. A janela maior tinha, felizmente, 2,40 m de largura! As cortinas e acessórios foram presente de casamento, mas tudo acabou bem!

CSA 144: polarização vertical ou horizontal?

Afirmo, categoricamente, que, em se tratando de concursos de VHF, a polarização vertical (pv) é a mais recomendada. Sei que vão me crucificar, me cortar em 8 pedaços, salgar e pendurar nos postes. Eu viro carne seca, mas continuo afirmando que a pv resulta mais eficiente em concursos de VHF, na faixa de 2m. Baseado em que?

A polarização horizontal (ph) é muito utilizada pelos europeus, excelentes DX’ers. Eles só não utilizam ph nas estações móveis porque fica esquisito. Aqui, em terras tupiniquins, todo mundo tem uma verticalzinha em casa, seja uma simples ground plane, uma 5/8 de onda ou uma 2 X 5/8 de onda e por aí vai. A maior parte vai operar no concurso com a mesma antena que usa cotidianamente, ou seja, com pv. Ninguém vai ficar tentando contato de 2000 ou mais km, porque sabe que isso dificilmente vai acontecer, a não ser por um aborto da propagação. Mesmo assim, se acontecer, quem conseguir o contato com ph, conseguiria também com pv, pois a polaridade do campo eletromagnético certamente sofrerá rotação, ao percorrer toda essa distância.

Estamos, então, falando de contatos a curta e média distância, que representa mais de 80% da pontuação de um competidor. Neste caso, a pv ganha e ganha de montão, pois a maior parte das estações estará usando a mesma polarização. Quer dizer que se a propagação não abrir, prevalecerão os contatos de curta e média distância, e quem estiver usando ph sifu. Se a propagação abrir, quem estiver usando ph, vai fazer contatos a longa distância, mas quem estiver usando pv vai fazê-los também.

ph

Outro argumento utilizado para defender a ph é que o ruídos atmosféricos e elétricos estão polarizados verticalmente. Quem disse? Tudo depende da fonte geradora! Dizem, ainda, que a perda resultante da diferença de polarizações entre antenas é de 20 dB. É verdade! Azar de quem estiver usando ph, pode deixar de marcar pontinhos preciosos, pois a maioria estará usando pv!!!  

Não sou formador de opinião e não vou arrastar multidões comigo. Acho, apenas, que a ph deve ser secundária. Quem só puder utilizar uma das polarizações que opte pela vertical. Dá samba, QSL, maraca?

AVHFC 2009, um sucesso!

Não há dúvida que o Concurso Araucária de VHF confirmou sua posição de destaque no calendário radioamadorístico brasileiro. Nesta última edição de outono/2009, estima-se quase 300 participantes, entre os que enviaram os logs de participação e os check logs. É, inegavelmente, um sucesso, em se tratando de um concurso totalmente democrático, que congrega operadores experientes e inexperientes, com um regulamento bastante flexível, “rápido e rasteiro”.

Destaque especial deve ser dado ao RJ, que cresceu significativamente em número de participantes. Mais especial, ainda, foi a participação de SP, que regiu ao crescimento do RJ. Outros estados também cresceram, mas nenhum tanto quanto o RJ. Tres participações chamaram a atenção, aqui na terra dos “Papa Yankee One”: a operação da PT1R, na expedição à Ilha Rasa e as operações solitárias da PY1MNC e PY1RX.

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Uma vertical 2 X 5/8 de onda, uma yagi 7 elementos, mastros desmontáveis, cabos coaxias, fonte de 50A, FT-221 e IC-2200, um linear de funcionamento duvidoso, extensões para buscar energia elétrica a uma distância de 70m, uma barraca de acampamento e um fusquinha, além de um farnel para prover alimentção por 36 horas.

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Tudo isso foi o “setup” do Márcio, que operou a PY1MNC em Itaboraí, proporcionando pontinhos valiosos para todos os participantes e faturando 80 contatos e 6 gridas, numa operação quase solítária, exceto pelos mosquitos grilos que se faziam presentes durante a noite.

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Solitária e radical foi a expedição do Pedro – PY1RX, que rumou montanha acima, com rádio, bateria, antena e mochila nas costas, para operar durante poucas horas e marcar uma brilhante participação no concurso.

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Não desdmontem as antenas, ainda! Vem aí o CSA 144, n0 1º fim de semana de junho e, logo depois, em outubro, o AVHFC/2009 edição de outono.

Cofasando 2 antenas

Ouvi dizer no rádio e li em uma lista de discussão que, para se empilhar 2 yagis, basta interligá-las com cabo coaxial de 75Ω, cortados com múltiplos ímpares de 1/4 λ, a um único cabo de descida com 50Ω de impedância. Até aí, tudo bem! Mas aí veio a explicação: “se cada antena tem 50Ω, as duas em paralelo terão 25Ω que, subtraídos dos 75Ω do cabo coaxial, resultam em 50Ω”. Simples assim! Mas tá errado, não há lógica, porque subtrair? Ouviram o galo cantar, mas não sabem onde! É certo que, se você seguir a receita acima, vai funcionar, você vai ficar feliz, vai fazer alguns DX, mas nunca tente explicar dessa forma, não repasse essa asneira adiante. Podem acreditar e a mentira vai virar verdade!

Então como é que funciona? Um pedaço de cabo coaxial, cortado com 1/4 λ, funciona como um transformador de impedância, ou seja, não reflete em um extremo a impedância que está ligada ao outro. Na verdade, a impedância do cabo é tal que seu valor é a média geométrica das impedâncias em seus extremos. Se o cabo é cortado com 1/2 λ, o que se coloca em um extremo aparece no outro, não se considerando as perdas, ou seja, a impedância colocada em um lado aparece no outro. Finalmente, quando se soma 1/4 λ com 1/2 λ, obtem-se 3/4 λ  com as mesmas características “casadoiras de impedância” de 1/4 λ . O mesmo acontece para 5/4 λ , 7/4 λ  ou qualquer múltiplo ímpar de 1/4 λ.

Não se deve esquecer que a RF caminha mais lentamente no cabo coaxial do que no espaço livre ou no vácuo. Cada cabo tem o seu fator de velocidade específico. Via de regra, os cabos com dielétrico sólido tem um fator de velocidade de 0,66 ou 66%. Nos cabos com dielétrico expandido mais utilizados, o fator de velocidade fica entre 0,80 e 0,85 ou 80% e 85%, respectivamente. Hoje em dia, os cabos com dielétrico expandido, denominados celulares, são mais baratos do que os que têm dielétrico sólido. Ah, sim! Dielétrico é o isolante que fica entre a malha e o condutor central. O dielétrico é expandido quando se misturam pequenas bolhas de ar ao material, ficando como uma espuma mais ou menos rígida.

Até aí, ainda não cheguei a justificar a escrachada que dei no maraca que falou aquelas besteiras. Veja a figura abaixo e os comentários a seguir.

divcoax

O pulo do gato é o seguinte:

  • As antenas são idênticas, estão bem calibradinhas e a impedância delas é de 50Ω.
  • O comprimento L1 dos cabos de interligação das antenas é 3/4 ou 5/4 λ, no espaço livre, multiplicado pelo fator de velocidade do cabo. Para 144,3 MHz, têm-se: L1 = 3/4 X (300/144,3) X 0,83 = 1,29m, onde 300/144,3 = λ e 0,83 é o fator de velocidade do cabo RGC-11 (75Ω com dielétrico expandido).
  • Se, de um lado desse cabo, temos uma antena com impedância de 50Ω, no outro lado teremos uma impedância refletida de 112,5Ω, basta fazer o cálculo na formulazinha da figura (Zcoax = √ Zent . Zant ou Zent = Zcoax²/Zant).
  • Ideal seria se o resultado fosse 100Ω, para que, quando associado em paralelo com o outro ramo, resultasse em 50Ω. Mas não é, então teremos que engulir essa aproximação, ou mandar fabricar um cabo coaxial com impedância característica de 70,7Ω (faça as continhas e verifique)! Melhor deixar com está e prosseguir.
  • Como já havia dito, esses dois extremos opostos às antenas apresentam, cada um, uma impedância refletida de 100Ω, que, associadas em paralelo pelo “T” coaxial, resultam em 50Ω (na verdade, 56Ω mais umas merrequinhas). Era o que queríamos!
  • Na saída do “T” já temos os 50Ω que necessitávamos. Neste caso, o comprimento L2 do cabo de descida pode ser qualquer um, mas eu recomendo que seja mútiplo de 1/2λ. Porque? Porque este comprimento reflete em um extremo o que acontece no outro. Ou você vai querer que, depois de todo esse trabalhão, a leitura da ROE seja falseada por uma besteirinha qualquer. Melhor prevenir e ficar sabendo, do lado de baixo, o que está acontecendo lá em cima.

Para terminar, quero acrescentar:

  • Cabos coaxiais disponíveis no mercado e recomendados: 75Ω –> RG-11 ou RGC-11; 50Ω –> RG-213, RGC-213 ou RGC-8.
  • Um divisor de potência construído em latão e/ou alumínio funcionaria melhor, mas exige alguma usinagem, o que complica bastante a execução. Para quem quiser saber mais sobre o assunto, recomendo os links http://www.qsl.net/dk7zb/Stacking/splitter.htm e http://f1rfm.free.fr/couplage2a.htm.
  • Os conectores utilizados podem ser do conhecido tipo UHF (PL-259) ou, preferencialmente, do tipo N.

Log de papel

É inegável que o log feito em uma folha de papel, para depois ser passado a limpo, pode conduzir à falhas, duplicidades, perda de tempo. Acontece que nem todos ainda têm a intimidade necessária para utilizar, com segurança, os softwares que foram desenvolvidos para essa finalidade. Aliás – devo dizer – as interfaces não são nada amigáveis. Tanto é, que são muitos os tutoriais denominados “como utilizar o N1MM”.

Não pode ser alvo de chacota quem ainda utiliza papel e lápis para fazer suas anotações, durante um concurso radioamadorístico. É, no mínimo, falta de ética! Esta mesma falta de ética é denunciada, tambem, durante a operação em um concurso: já ouvi, muitas vezes, estações cujos operadores utilizam o log informatizado dando côco nas estações “fraquinhas” cujos operadores fazem o log em papel, enquanto tentavam um contato valioso. Não precisava, não é? Quem utiliza log de papel não ganha concurso, só dá pontos para os tubarões!!! Medo de quê?

PROIBO A REPRODUÇÃO DESTE TEXTO EM QUALQUER LISTA DE DISCUSSÃO.

Transconversor, sim senhor!

Depois que o colega disse que usava um transverter e um cobrinha 148, ouviu coisas do arco da velha: “já vinha notando que sua transmissão está meio espalhada…”; “tem uma rasposidade no seu aúdio que parece estar sendo gerada por realimentação de RF…”; “transverter é coisa de clandestino que gosta de falar na faixinha…”; “o uso desses aparelhos está proibido pela (sic!) Dentel…”. Enquanto não havia dito que equipamento utilizava, todos o atenderam e alguns elogiaram sua transmissão.

Pois bem, fui eu quem fez a experiência. Não é ficção, é verdade, mesmo! Usava um transverter modelo STS-150 (não me lembro mais a marca, pois já faz algum tempo), com 80W de saída, comprado no Mercado Livre, de um vendedor desonesto (veio com o MRF454 aberto entre base e emissor). O rádio transceptor era um Cobra 148GTL EX+, com 10 anos de uso, mas ainda original, sem modificações. Excitava o transverter com 10W em SSB e obtinha 80W na saída, em 40m, depois que troquei o MRF454 imprestável por um SD1446. O ALC do Cobra não permitia sobre excitação do transverter e a saída era limpa e não havia espalhamento pelas laterais, como se escuta por aí em muitas transmissões com rádios de trocentos dólares e mikes de 600 (*). Antes de colocar no ar, eu monitorei, por vários dias, a minha transmissão, para me certificar que não havia lambança. Não havia, mesmo!

Então, era puro preconceito! Não se deixe abater por essas opiniões, compre ou monte o seu transconversor e o utilize com bom senso, com um rádio PX de boa qualidade, sem aúdio escancarado, sem ALC desativado, sem roger-beep, sem eco e sem trouxinhas pré-amplificadoras. As vantagens são muitas, a começar pelo custo, que é bem menor que qualquer rádio HF velho e cheio de problemas (com 250 merréis, você já consegue encontrar um transverter razoável). Os mais comuns são para 40 ou 80m, mas é possível encontrar um dual band tambem. Existem modelos para 6m e 2m, que permitem a entrada no ainda seleto clube do SSB em VHF.

Destaque especial deve ser dado à recepção, que fica muito boa com a 3ª conversão em 27MHz. Basta não escancarar o ganho de RF do PX, utilizar um rabicho curto e de boa qualidade na interligação dos equipamentos, e rezar para que não haja nenhuma estação transmitindo em 11m na mesma frequência intermediária que você está utilizando.