QSL, maraca!

Utilidade pública: gripe comum x gripe suína

12/08/2009 · 2 Comentários

h1n1

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Radioamador continua operando, mesmo com gripe suína

05/08/2009 · Deixe um comentário

pigcold

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Jacaré, no seco, anda?

08/07/2009 · Deixe um comentário

  • Estava eu marcando pontinhos no AVHFC 2009, já há algum tempo em 144340, chamando e sendo contestado. Após cada contato feito, sempre apareciam os caronas. Até aí, tudo bem. Mas teve um que se “sentou” na frequência e “decretou-se” síndico. Aí eu perguntei: “jacaré, no seco, anda?”
  • Marcamos um schedule diário em 7077, com o intuito de torná-la uma frequência de hábito para o pessoal do RJ. No 2º dia já apareceram os “donos” da frequência, alegando que alí aconteceria a rodada dos amigos do josé das couves, já falecido há algum tempo. Não hesitei e perguntei: “jacaré, no seco, anda?”
  • O colega que havia reportado 59+ com áudio super impecável, mudou para 47, instantes depois, quando soube que eu estava usando um transverter e um Cobra 148, em 40m. Quando o câmbio foi a mim passado, retornei com “jacaré, no seco, anda?”
  • Não adianta responder “no meu anda, no seu atola!”, porque minha tréplica será “e no seu faz campo para jogar bola!!!

jacaredb

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Caviar com champagne ou sardinha com cerveja?

08/07/2009 · Deixe um comentário

Os radioamadores envolvidos nesta história (fictícia?) já se “conheciam” pelas faixas de HF da vida. Apesar das diferença$, o relacionamento no rádio era amistoso. A estação do primo rico, montada em um shack com ar condicionado, era constituída por transceptores topline de marcas reconhecidas e lineares de alguns kW, cabos coaxiais de baixa perda e alta capacidade de potência, cargas não irradiantes pesadíssimas, refrigeradas a óleo, antenas yagi monobandas full size para todas as faixas de HF, enfim, tudo de 1ª linha e qualidade. Já o primo pobre tinha uma estação modesta, composta por um FT-101E com as 6JS6 moribundas e uma antena bigode de gato multibanda, alimentada com um cabo coaxial já meio ressecado, cuja marca prefiro nem declinar.

Estavam os dois, na faixa de 40m, em um típico QSO de domingo às 17:30 PT2, já na fase de mandar as recomendações para D. Mariquinha (a xtal) e toda a tripulação do QTH, quando ouviram uma solicitação com sinal forte de uma estação da América Central, que dizia ouvir ambos com 57, exatamente. O primo pobre, todo feliz, pois, para ele, não eram frequentes esses contatos, solicitou confirmação da reportagem recebida, dizendo-se satisfeito com o rendimento de sua estação e atribuindo um RS de 59 para o hermano hondurenho. Foi confirmado o 57 para o primo pobre e 57 para o primo rico, para quem foi transferido o câmbio. Este, percebendo que havia se confundido com as muitas chaves comutadoras de antena existentes em seu shack, falou: “ooooops, eu estava com a chave virada para a carga não irradiante, desculpem a munhecada, agora estou transmitindo na yagi monobanda de 4 elementos, veja qual é o meu sinal…”.

Caros colegas, eu não sou hipócrita a ponto de dizer que prefiro um “yaesuzinho” velho a um FT-2000, mas dispenso o caviar, o champane (não gosto!) e a carga não irradiante do primo rico. Tá bichada, QSL, maraca? Se eu ganhar alguns milhões na Mega Sena, compro um FT-2000DX e a comemoração será feita com scotch 30 years old e castanha de cajú graúda, autenticamente brasileira. Por enquanto, vou ficando com o meu FT-897 tipo all-in-one, meia boca!

ft897

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A 1ª antena a gente nunca esquece!

15/06/2009 · 1 Comentário

O vírus do rádio já se manifestava em mim desde 1958, quando eu ficava imaginando como a voz do locutor do jogo da Copa do Mundo chegava “dentro do aparelho”. Comecei a fuçar e não parei mais. Depois que fiz um cursinho de montagem e reparação de “rabo-quente”, oferecido pelo MEC, em 1966, fiquei mais curioso e me aprofundei nas ondas curtas. Os instrutores do curso eram radioamadores e não tiveram pena do jovem de 15 anos que começava a se apaixonar pela ondas decamétricas. Montei meu receptorzinho com 5 faixas de onda, com band-spread e BFO, para ouvir também SSB e CW. Fiquei feliz com o desempenho do aparelinho e o utilizava sempre que tinha uma folga nos estudos e na banda de rock.

Levei o receptor na minha bagagem, quando me casei e fui morar em um sobradinho, em Niterói. Foi em 1973. Eu ainda não havia montado transmissores de RF, talvez por medo de que não funcionassem corretamente e interferissem em outros serviços. Comprei, então, um transceptor usado, marca Johnson, para a faixa de 11m, com 4 canais controlados a cristal na transmissão e recepção com VFO. Aí apareceu a necessidade da antena. Escolhi um dipolo de meia de onda, por ser de fácil execução.

Era domingo, comércio fechado. Eu tinha alguns metros cabo coaxial de 75 Ω e um conector PL-259, que vieram com o rádio. Uns pedaços de fio 14 AWG resolveriam o problema, mas eu não tinha onde amarrá-los, pois morava em um sobrado e não tinha acesso ao telhado. Olhei para os trilhos que estavam aguardando, em um canto da sala, a cortina que a xtal ainda não havia concluído. Se tivesse pensado 2 vezes, não os teria cortado com 2,62 m e fixado, com pregos, em uma vassoura de piaçava. Ficou algo parecido com um V-invertido bem obtuso, mas funcionou! Empurrei aquilo tudo para fora, com muita dificuldade, através da janela, emendei o cabo da vassoura com o de outra e pronto. Meu 1º QSO foi com a Sara, PX1-o770, que me desejou boas vindas e me batizou, mesmo clandeco. O 2º contato já foi com uma estação da 7ª região, João Pessoa – PB, que me aconselhou muito a legalizar a estação, mas só declinou seu indicativo de radiomador. Eu heim, Rosa! Foram uns 15 ou 20 contatos nesse dia, não lembro bem, pois não anotei.

Quando as cortinas ficaram prontas, eu já era um macanudo dos 11 m e até “já tinham atribuído um indicativo” à minha estação, cujo detentor era homônimo e havia passado para o andar de cima. A janela maior tinha, felizmente, 2,40 m de largura! As cortinas e acessórios foram presente de casamento, mas tudo acabou bem!

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CSA 144: polarização vertical ou horizontal?

27/05/2009 · 7 Comentários

Afirmo, categoricamente, que, em se tratando de concursos de VHF, a polarização vertical (pv) é a mais recomendada. Sei que vão me crucificar, me cortar em 8 pedaços, salgar e pendurar nos postes. Eu viro carne seca, mas continuo afirmando que a pv resulta mais eficiente em concursos de VHF, na faixa de 2m. Baseado em que?

A polarização horizontal (ph) é muito utilizada pelos europeus, excelentes DX’ers. Eles só não utilizam ph nas estações móveis porque fica esquisito. Aqui, em terras tupiniquins, todo mundo tem uma verticalzinha em casa, seja uma simples ground plane, uma 5/8 de onda ou uma 2 X 5/8 de onda e por aí vai. A maior parte vai operar no concurso com a mesma antena que usa cotidianamente, ou seja, com pv. Ninguém vai ficar tentando contato de 2000 ou mais km, porque sabe que isso dificilmente vai acontecer, a não ser por um aborto da propagação. Mesmo assim, se acontecer, quem conseguir o contato com ph, conseguiria também com pv, pois a polaridade do campo eletromagnético certamente sofrerá rotação, ao percorrer toda essa distância.

Estamos, então, falando de contatos a curta e média distância, que representa mais de 80% da pontuação de um competidor. Neste caso, a pv ganha e ganha de montão, pois a maior parte das estações estará usando a mesma polarização. Quer dizer que se a propagação não abrir, prevalecerão os contatos de curta e média distância, e quem estiver usando ph sifu. Se a propagação abrir, quem estiver usando ph, vai fazer contatos a longa distância, mas quem estiver usando pv vai fazê-los também.

ph

Outro argumento utilizado para defender a ph é que o ruídos atmosféricos e elétricos estão polarizados verticalmente. Quem disse? Tudo depende da fonte geradora! Dizem, ainda, que a perda resultante da diferença de polarizações entre antenas é de 20 dB. É verdade! Azar de quem estiver usando ph, pode deixar de marcar pontinhos preciosos, pois a maioria estará usando pv!!!  

Não sou formador de opinião e não vou arrastar multidões comigo. Acho, apenas, que a ph deve ser secundária. Quem só puder utilizar uma das polarizações que opte pela vertical. Dá samba, QSL, maraca?

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AVHFC 2009, um sucesso!

08/05/2009 · 12 Comentários

Não há dúvida que o Concurso Araucária de VHF confirmou sua posição de destaque no calendário radioamadorístico brasileiro. Nesta última edição de outono/2009, estima-se quase 300 participantes, entre os que enviaram os logs de participação e os check logs. É, inegavelmente, um sucesso, em se tratando de um concurso totalmente democrático, que congrega operadores experientes e inexperientes, com um regulamento bastante flexível, “rápido e rasteiro”.

Destaque especial deve ser dado ao RJ, que cresceu significativamente em número de participantes. Mais especial, ainda, foi a participação de SP, que regiu ao crescimento do RJ. Outros estados também cresceram, mas nenhum tanto quanto o RJ. Tres participações chamaram a atenção, aqui na terra dos “Papa Yankee One”: a operação da PT1R, na expedição à Ilha Rasa e as operações solitárias da PY1MNC e PY1RX.

 mnc-1

Uma vertical 2 X 5/8 de onda, uma yagi 7 elementos, mastros desmontáveis, cabos coaxias, fonte de 50A, FT-221 e IC-2200, um linear de funcionamento duvidoso, extensões para buscar energia elétrica a uma distância de 70m, uma barraca de acampamento e um fusquinha, além de um farnel para prover alimentção por 36 horas.

mnc-2

Tudo isso foi o “setup” do Márcio, que operou a PY1MNC em Itaboraí, proporcionando pontinhos valiosos para todos os participantes e faturando 80 contatos e 6 gridas, numa operação quase solítária, exceto pelos mosquitos grilos que se faziam presentes durante a noite.

mnc-3

Solitária e radical foi a expedição do Pedro – PY1RX, que rumou montanha acima, com rádio, bateria, antena e mochila nas costas, para operar durante poucas horas e marcar uma brilhante participação no concurso.

rx-1

Não desdmontem as antenas, ainda! Vem aí o CSA 144, n0 1º fim de semana de junho e, logo depois, em outubro, o AVHFC/2009 edição de outono.

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Cofasando 2 antenas

25/04/2009 · 1 Comentário

Ouvi dizer no rádio e li em uma lista de discussão que, para se empilhar 2 yagis, basta interligá-las com cabo coaxial de 75Ω, cortados com múltiplos ímpares de 1/4 λ, a um único cabo de descida com 50Ω de impedância. Até aí, tudo bem! Mas aí veio a explicação: “se cada antena tem 50Ω, as duas em paralelo terão 25Ω que, subtraídos dos 75Ω do cabo coaxial, resultam em 50Ω”. Simples assim! Mas tá errado, não há lógica, porque subtrair? Ouviram o galo cantar, mas não sabem onde! É certo que, se você seguir a receita acima, vai funcionar, você vai ficar feliz, vai fazer alguns DX, mas nunca tente explicar dessa forma, não repasse essa asneira adiante. Podem acreditar e a mentira vai virar verdade!

Então como é que funciona? Um pedaço de cabo coaxial, cortado com 1/4 λ, funciona como um transformador de impedância, ou seja, não reflete em um extremo a impedância que está ligada ao outro. Na verdade, a impedância do cabo é tal que seu valor é a média geométrica das impedâncias em seus extremos. Se o cabo é cortado com 1/2 λ, o que se coloca em um extremo aparece no outro, não se considerando as perdas, ou seja, a impedância colocada em um lado aparece no outro. Finalmente, quando se soma 1/4 λ com 1/2 λ, obtem-se 3/4 λ  com as mesmas características “casadoiras de impedância” de 1/4 λ . O mesmo acontece para 5/4 λ , 7/4 λ  ou qualquer múltiplo ímpar de 1/4 λ.

Não se deve esquecer que a RF caminha mais lentamente no cabo coaxial do que no espaço livre ou no vácuo. Cada cabo tem o seu fator de velocidade específico. Via de regra, os cabos com dielétrico sólido tem um fator de velocidade de 0,66 ou 66%. Nos cabos com dielétrico expandido mais utilizados, o fator de velocidade fica entre 0,80 e 0,85 ou 80% e 85%, respectivamente. Hoje em dia, os cabos com dielétrico expandido, denominados celulares, são mais baratos do que os que têm dielétrico sólido. Ah, sim! Dielétrico é o isolante que fica entre a malha e o condutor central. O dielétrico é expandido quando se misturam pequenas bolhas de ar ao material, ficando como uma espuma mais ou menos rígida.

Até aí, ainda não cheguei a justificar a escrachada que dei no maraca que falou aquelas besteiras. Veja a figura abaixo e os comentários a seguir.

divcoax

O pulo do gato é o seguinte:

  • As antenas são idênticas, estão bem calibradinhas e a impedância delas é de 50Ω.
  • O comprimento L1 dos cabos de interligação das antenas é 3/4 ou 5/4 λ, no espaço livre, multiplicado pelo fator de velocidade do cabo. Para 144,3 MHz, têm-se: L1 = 3/4 X (300/144,3) X 0,83 = 1,29m, onde 300/144,3 = λ e 0,83 é o fator de velocidade do cabo RGC-11 (75Ω com dielétrico expandido).
  • Se, de um lado desse cabo, temos uma antena com impedância de 50Ω, no outro lado teremos uma impedância refletida de 112,5Ω, basta fazer o cálculo na formulazinha da figura (Zcoax = √ Zent . Zant ou Zent = Zcoax²/Zant).
  • Ideal seria se o resultado fosse 100Ω, para que, quando associado em paralelo com o outro ramo, resultasse em 50Ω. Mas não é, então teremos que engulir essa aproximação, ou mandar fabricar um cabo coaxial com impedância característica de 70,7Ω (faça as continhas e verifique)! Melhor deixar com está e prosseguir.
  • Como já havia dito, esses dois extremos opostos às antenas apresentam, cada um, uma impedância refletida de 100Ω, que, associadas em paralelo pelo “T” coaxial, resultam em 50Ω (na verdade, 56Ω mais umas merrequinhas). Era o que queríamos!
  • Na saída do “T” já temos os 50Ω que necessitávamos. Neste caso, o comprimento L2 do cabo de descida pode ser qualquer um, mas eu recomendo que seja mútiplo de 1/2λ. Porque? Porque este comprimento reflete em um extremo o que acontece no outro. Ou você vai querer que, depois de todo esse trabalhão, a leitura da ROE seja falseada por uma besteirinha qualquer. Melhor prevenir e ficar sabendo, do lado de baixo, o que está acontecendo lá em cima.

Para terminar, quero acrescentar:

  • Cabos coaxiais disponíveis no mercado e recomendados: 75Ω –> RG-11 ou RGC-11; 50Ω –> RG-213, RGC-213 ou RGC-8.
  • Um divisor de potência construído em latão e/ou alumínio funcionaria melhor, mas exige alguma usinagem, o que complica bastante a execução. Para quem quiser saber mais sobre o assunto, recomendo os links http://www.qsl.net/dk7zb/Stacking/splitter.htm e http://f1rfm.free.fr/couplage2a.htm.
  • Os conectores utilizados podem ser do conhecido tipo UHF (PL-259) ou, preferencialmente, do tipo N.

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Log de papel

22/04/2009 · Deixe um comentário

É inegável que o log feito em uma folha de papel, para depois ser passado a limpo, pode conduzir à falhas, duplicidades, perda de tempo. Acontece que nem todos ainda têm a intimidade necessária para utilizar, com segurança, os softwares que foram desenvolvidos para essa finalidade. Aliás – devo dizer – as interfaces não são nada amigáveis. Tanto é, que são muitos os tutoriais denominados “como utilizar o N1MM”.

Não pode ser alvo de chacota quem ainda utiliza papel e lápis para fazer suas anotações, durante um concurso radioamadorístico. É, no mínimo, falta de ética! Esta mesma falta de ética é denunciada, tambem, durante a operação em um concurso: já ouvi, muitas vezes, estações cujos operadores utilizam o log informatizado dando côco nas estações “fraquinhas” cujos operadores fazem o log em papel, enquanto tentavam um contato valioso. Não precisava, não é? Quem utiliza log de papel não ganha concurso, só dá pontos para os tubarões!!! Medo de quê?

PROIBO A REPRODUÇÃO DESTE TEXTO EM QUALQUER LISTA DE DISCUSSÃO.

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Transconversor, sim senhor!

15/04/2009 · 5 Comentários

Depois que o colega disse que usava um transverter e um cobrinha 148, ouviu coisas do arco da velha: “já vinha notando que sua transmissão está meio espalhada…”; “tem uma rasposidade no seu aúdio que parece estar sendo gerada por realimentação de RF…”; “transverter é coisa de clandestino que gosta de falar na faixinha…”; “o uso desses aparelhos está proibido pela (sic!) Dentel…”. Enquanto não havia dito que equipamento utilizava, todos o atenderam e alguns elogiaram sua transmissão.

Pois bem, fui eu quem fez a experiência. Não é ficção, é verdade, mesmo! Usava um transverter modelo STS-150 (não me lembro mais a marca, pois já faz algum tempo), com 80W de saída, comprado no Mercado Livre, de um vendedor desonesto (veio com o MRF454 aberto entre base e emissor). O rádio transceptor era um Cobra 148GTL EX+, com 10 anos de uso, mas ainda original, sem modificações. Excitava o transverter com 10W em SSB e obtinha 80W na saída, em 40m, depois que troquei o MRF454 imprestável por um SD1446. O ALC do Cobra não permitia sobre excitação do transverter e a saída era limpa e não havia espalhamento pelas laterais, como se escuta por aí em muitas transmissões com rádios de trocentos dólares e mikes de 600 (*). Antes de colocar no ar, eu monitorei, por vários dias, a minha transmissão, para me certificar que não havia lambança. Não havia, mesmo!

Então, era puro preconceito! Não se deixe abater por essas opiniões, compre ou monte o seu transconversor e o utilize com bom senso, com um rádio PX de boa qualidade, sem aúdio escancarado, sem ALC desativado, sem roger-beep, sem eco e sem trouxinhas pré-amplificadoras. As vantagens são muitas, a começar pelo custo, que é bem menor que qualquer rádio HF velho e cheio de problemas (com 250 merréis, você já consegue encontrar um transverter razoável). Os mais comuns são para 40 ou 80m, mas é possível encontrar um dual band tambem. Existem modelos para 6m e 2m, que permitem a entrada no ainda seleto clube do SSB em VHF.

Destaque especial deve ser dado à recepção, que fica muito boa com a 3ª conversão em 27MHz. Basta não escancarar o ganho de RF do PX, utilizar um rabicho curto e de boa qualidade na interligação dos equipamentos, e rezar para que não haja nenhuma estação transmitindo em 11m na mesma frequência intermediária que você está utilizando.

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DX-PEDITION ILHA RASA – 1 a 4/5/09

12/04/2009 · Deixe um comentário

ilha-rasa

Ilha Rasa - GG87kw (foto obtida do Google Earth)

Apesar da ilha estar localizada a menos de 10km da costa, não é uma operação simples. O translado de equipamento, víveres e pessoas será feito por via aérea e, complementarmente, por via marítima. Tudo isso envolve uma logística algo complexa, o comprometimento de cada um dos envolvidos na operação, o bom senso na hora de escolher os equipamentos e a fé em São Pedro, para condições climáticas propícias.

Especial destaque deve ser dado ao oportunismo dos radioamadores que organizam a expedição, que, com uma cajadada, derrubarão vários coelhos, a saber:

  • ativação de um grid raro: GG86kw;
  • AVHFC 2009 – estarão participando, com a PT1R, do já tradicional Araucária VHF Contest, edição de outono/2009, propiciando pontos valiosos aos participantes e, inevitavel e naturalmente, se candidatando ao 1º lugar, haja vista a localização estratégica para 2m e 6m;
  • IOTA – ativação da entidade SA-079, válida para os diplomas Islands on The Air;
  • DIB – ativação da entidade RJ-07, válida para o Diploma Ilhas Brasileiras;arlhs2
  • ARLHS – ativação da entidade BRA-047, válida para os diplomas da Amateur Radio Lighthouse Society;
  • DFB – ativação da entidade RJ-10, valida para o Diploma Faróis Brasileiros.

Em eventos desse tipo, somente a parceria de vários segmentos pode produzir resultados consistentes. Neste caso específico, o Rio DX Group, que congrega Dx’ers experientes; radioamadores com “larga fé de ofício” em técnica e operação, como é o caso do Ivan – PY1YBMarinha do Brasil e Corpo de Bombeiros do RJ, que terão participação decisiva na logística de transporte; e a LABRE-RJ, entidade oficial representativa do radioamadorismo fluminense, que emprestará seu nome por intermédio da participação de seu presidente, todos, enfim, contribuirão para o sucesso da expedição.

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Analisador de antena: preciso de um?

07/04/2009 · 2 Comentários

Eu preciso, mas ainda acho muito caro! Na categoria dos “fusquinhas” tem um da MFJ que custa, aqui no Brasil, 1200 paus. É muito? Tudo depende da relação custo/benefício que a possível aquisição pode lhe oferecer. Vejamos:

  • Se você entende “lhufas” de antena e não pretende entender, então não compre;
  • Se você entende “lhufas” de antena, não pretende entender, tem algum dinheiro sobrando (tipo 1200 reais), gosta de colecionar coisas inúteis para você, mas tem um colega radioamador que sonha com um analisador de antena e não se enquadra no seu caso e, ainda, tem boa vontade para fazer antenas para você e para outros colegas, então compre;
  • Se você entende um pouco de antena, gostaria de se aprofundar no assunto, faz antenas copiadas para vender, então você e todos que compram as suas antenas merecem que você compre um e faça bom uso do aparelhinho;
  • Se você entende um pouco de antena, gostaria de se aprofundar no assunto, tem agum dinheiro sobrando (tipo 1200 reais) e gosta de fazer suas próprias antenas (muitas!), então compre;
  • Se você entende um pouco de antena, gostaria de se aprofundar no assunto, não tem dinheiro sobrando (tipo 1200 reais) e gosta de fazer suas próprias antenas (poucas), então consiga um colega que se enquadre na 2ª hipótese;
  • Se você não se enquadra em nehuma das alternativas acima, faça a sua hipótese e conclua se deve comprar ou não! Se, no final da história, o instrumento for inútil para você, eu o compro, pela metade do preço ou pelo preço em dólar nos USA.

Brincadeiras a parte, um analisador de antena é uma excelente ferramenta para os experimentadores. Permite que se meça, com razoável precisão, não só a impedância “total” de uma antena e a ROE, como tambem as componentes resistivas e reativas dessa impedância. Permite saber se uma antena está curta ou comprida para uma certa frequência. Permite avaliar qual o comportamento da antena ao longo da banda a ser utilizada. Permite, enfim, avaliar uma série de outras grandezas.

Todo fabricante ou fabricante clonador deveria ter um. Eu preciso de um, embora não seja fabricante e, muito menos, clonador. Alguem tem, para me vender, um MFJ-269, desde que se enquadre na última hipótese acima citada?

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Antena LIRPA TS1

30/03/2009 · 7 Comentários

ANTES DE TUDO, RECOMENDO QUE LEIA O ARTIGO ATÉ O FIM.

LIRPA TS1 é acrônimo de Left Input Radiation Power Amplifier with One Tube Scattering. A antena que utiliza esse revolucionário e atualíssimo conceito é muito simples e pode ser construída com alguns metros de fio e uma válvula pentodo de saída horizontal para TV (6KD6, 6JS6, 6LR6 ou equivalentes), mesmo que esteja imprestável, com o filamento queimado. Nada mais é necessário, além de um soquete, para evitar a soldagem diretamente nos pinos da válvula, uma lâmpada incandescente 220V/200W e as ferramentas necessárias para a montagem de toda a parafernália. Veja o esquema abaixo.

lirpa-ts1

A parte inclinada da antena deve fazer um ângulo de 30 a 60º com o solo. O ideal é colocá-la a 45º. O elemento de ajuste não precisa de mais do que 2 metros, independentemente da frequência para a qual a antena é cortada. Como era de se esperar, o ajuste da ROE é feito neste pedaço de fio, encurtando-o, tanto quanto necessário. O segmento do fio que fica pendurado, a partir da vávula, na vertical, não pode ter sua ponta tocando no solo, sob pena de não se conseguir uma ROE suficientemente baixa. Mais uma dica: o sistema-conceito LIRPA TS-1 funcionará com 100% de rendimento se o segmento inclinado da antena ficar na direção leste-oeste, com a base da válvula virada para o lado esquerdo (oeste), em razão da orientação das linhas de força do campo geomagnético.

Não monte esta antena, nem a ponha em operação se você não tiver conhecimentos avançados de eletrônica e, sobremaneira, eletromagnetismo, suficientes para avaliar seu desempenho, pois pode se surpreender com o resultado. Recomendo fortemente uma busca avançado no Google com a expressão “Left Input Radiation Power Amplifier with One Tube Scattering“. Caso não consiga, clique neste link. Não me responsabilizo por danos causados ao seu equipamento.    …. ..   …. ..   …. ..

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NVIS: há controvérsias!

23/03/2009 · Deixe um comentário

NVIS quer dizer Near Vertical Incidence Skywave, que pode ser traduzido como onda celeste com incidência próxima à vertical. Então a antena irradia para cima, não é? É mais ou menos isso, mas eu não vou me alongar com esses conceitos. Só sei que funciona bem (se é que funciona) para frequências abaixo de 8MHz, abrangendo as faixas de 40, 80 e 160m. O fato de a antena ser posicionada próxima ao solo, faz com que os ruídos provenientes de um ângulo baixo sejam bastante atenuados, qualquer coisa em torno de 15 dB. Como o ângulo de irradiação é bastante grande, escutam-se estações em um raio de 500 km com um sinal bem mais forte do que com um dipolo de meia onda convencional. Funciona muito bem nos horários em que se deseja falar com o “colega da esquina” e só se escutam estações mais distantes. Acontece muito em 40 e 80m. Em contrapartina, esta antena não se presta ao DX.

Como sempre, andei fuçando a internet e colecionei algumas opiniões e conceitos sobre essa antena. Alguns acham que é fantástica e chegam a falar em ganho de até 10 dB sobre o dipolo, para as estações próximas!!! Outros acham que não fede, nem cheira. Uma minoria afirma que é uma… porcaria, digamos assim! Eu fico com os otimistas e os indiferentes. Afinal de contas, eu ainda não testei a antena, nem vou fazê-lo enquanto estiver morando em um lote com 24 X 10m, com uma casa no meio, mas pretendo experimentá-la nos concursos brasileiros que começarão a partir do meio do ano, do shack da PY1AFR, em 40 e 80m. Naturalmente, usarei tambem a boa, velha e confiável dipolo, além de uma yagi de 2 elementos com carga linear, esta última somente em 40m.

O projeto que mais me chamou a atenção foi o de uma antena NVIS para 40m, para ser construída a 2,15 m do solo, com 3 refletores sobre o mesmo. O artigo original, para quem quiser ver, está neste link. Refiz o desenho do autor, com dizeres em português e mais esclarecedores. 

nvis-5002

Pode parecer esquisito fazer uma antena baixinha assim, pois pode encorajar a cristal a pendurar a roupa lavada no “varal”. Contudo, a proximidade em relação ao solo é que confere à antena as propriedades anunciadas: privilegiar as estações em um raio de até 500 km e reduzir bastante o QRM/QRN. No desenho acima, sugere-se a utilização de um dipolo dobrado feito com fita de 300 ohms para TV, como elemento irradiante. Por este motivo, escolhi este projeto para comentar. Se se utilizasse um dipolo de 1/2 onda comum, a impedância da antena ficaria muito baixa, algo entre 10 e 15 ohms, haja vista a proximidade do solo e dos elementos refletores. Como a impedância de um dipolo dobrado, no espaço livre, é 200 e poucos ohms, quando fica próximo ao solo e aos elementos refletores parasitas, cai para 50 ohms, mais ou menos. Muito conveniente!

As medidas no desenho estão indicadas como frações do comprimento de onda relativo à frequência central que se quer utilizar. Por exemplo, para a faixa de 40m, na frequência de 7,070 MHz, o comprimento de onda é 42,43m, calculado pela formulazinha do desenho: λ = 300/f (MHz). Daí, e só fazer as continhas de multiplicar: 0,51λ = 21,64m; 0,476λ = 20,20m; 0,043λ = 1,82m e 0,05λ = 2,12m. No mais, o desenho já diz tudo. O negócio é experimentar, experimentar e experimentar, mas é proibido usar mastros metálicos para a sustentação da antena.

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Rotor de antena xing-ling

22/03/2009 · 10 Comentários

Toda vez que eu comento que preciso de um rotor de antena, aparecem um montão de sugestões, quase todas boas e bem intencionadas. “Compre um da Rotomatic, aquele com a bússola que faz trec-trec quando gira”, disse um colega. “É baratinho, tem um colega que tem um com pouco uso e vende por 300 paus”, acrescentou o macanudo. “QSL, maraca”, eu respondi e mudei de assunto. Nada tenho contra o rotor da Rotomatic, pois nunca pude avaliá-lo. Mas já vi vários e todos tinham uma coisa em comum: alguma coisa não funcionava! Ou só girava para um lado, ou a bússola não funcionava, ou nada funcionava porque tinha “um fiozinho solto”. “Mas você pode comprar um novo por 600 merréis, com aquele fabricante das antenas milagrosas”, disse assim, ipsis literis, o colega, retornado ao assunto. Bem, resolvi fuçar o site que oferecia o Rotomatic brand-new e me decepcionei. Pelo que vi, pelo imagem mostrada no site, ainda é o mesmo projeto de 25 ou 30 anos atrás. Será que, por dentro, já haviam colocado alguma eletrônica, além de diodos e lâmpadas? Resolvi esquecer!

“E o da Electril, você não gosta?” – perguntou outro colega. Eu nem sabia que a Electril fabricava ou revendia rotores, mas, pela experiência que já tive com os produtos da Electril (caros e duvidosos), achei melhor não comentar. “

Já vi e ouvi vários projetos do tipo home-brew, home-made, do-it-yourself, mas nenhum deles deles conseguiu me inspirar ânimo para vencer a preguiça. Seria começar e não terminar, como mais de uma dúzia de projetos que iniciei e estão, até hoje, em cima (ou em baixo) da bancada, por falta disso ou daquilo.

rotor

Fuçando na internet, encontrei um montão de rotores para antenas de TV. O que mais me chamou a atenção foi esse aí da foto, por seu preço e pelos recursos que oferece. Bem, não parece ser melhor que um Rotomatic tupiniquim, mas o preço é um grande atrativo: US$79.00, completinho, com controle e fonte, que não aparece na foto. Tá certo que é xing-ling (made in China), mas é vendido nos USA e os americanos são consumidores mais ou menos exigentes. Então, não pode ser muito ruim! Infelizmente, não encontrei ninguém disposto a revendê-lo aqui no Brasil. Será que ainda não perceberam? Para quem quiser ver mais sobre este rotor, basta clicar na figura.

Continuei procurando e cheguei ao absurdo de comprar uma “antena motorizada” no Mercado Livre, por R$79,00. O rotorzinho fica embutido no mastro que a suporta. É só retirar (ou destruir!!!) a antena que vem com o produto e colocar a antena a yagi de UHF com 13 elementos que pretendo utilizar. Se quiserem ver a “anteninha que roda” clique aqui. Será que essa porcaria vai funcionar ou vai fazer trec-trec-trec na 1ª rodada? Prometo que conto o resultado.

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